Teste realizado – Scanner Plustek BookReader V100

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 16,5milhões de deficientes visuais no país. E a tecnologia tem evoluído para ajudar esse público especial, que nem sempre pode contar com o auxílio de outras pessoas para ler ouusar ocomputador.O escânerdemesa Book ReaderV100, da Plustek, é um desses exemplos. Ele reproduz textos em áudio, em português, e vem com botões em braile. O Informática e o blogueiro Luis Ricardo Correia, fundador do Blog do Deficiente Físico (www.deficientefisico.com), 35 anos, testaram o aparelho.

Todo o processo de instalação do scanner poderia ser feito por um cego, se não fosse a dificuldade da primeira etapa: ler o manual do usuário. O CD com a explicação do funcionamento do aparelho em áudio ainda não tem versão em português. Por isso, o deficiente dependerá de alguém que leia o manual em papel.

A partir dessa etapa, a palavra-chave do Book Reader V100 é usabilidade. É possível fazer tudo sozinho, começando pelo processo de instalação. Ele é simples e rápido, não exige muitos cliques e as etapas são descritas em áudio. “O único problema é que o escâner tem uma trava na parte inferior que deve ser liberada. Confesso que esse processo me deixou apreensivo, mesmo observando o que estava fazendo”, afirma Luis Ricardo Correia.

Depois de o usuário instalar o programa, basta colocar o livro em qualquer posição para o escâner identificar e fazer a conversão na tela para a posição correta. Três teclas largas, coloridas e commarcação em braile facilitam a utilização do aparelho. Elas acionam a função digitalizar texto em três modos: TXT, exibido apenas no bloco de notas (ideal para textos de uma página); completo para PDF, que mistura imagens e texto no mesmo documento; ou compacto, também em PDF e somente para texto (apropriado para documentos com várias páginas).

O programa de leitura de texto não deixa a desejar. A voz é agradável e pouco mecanizada, respeita a pontuação e avisa o usuário quando o texto acaba.O deficiente pode configurar sozinho a velocidade da leitura e outras fun- ções, com todo o processo narrado em áudio. “As configurações têm teclas de atalho para facilitar”, avalia o blogueiro.

Especificações

O aparelho usa tecnologia de sensor de imagens CCD em cores. O dispositivo é conhecido por garantir boa qualidade de reprodução e por ser mais barato. Além disso, apresenta interface USB 2.0, resolução de impressionar (1.200 x 2.400 pontos por polegada) e baixo consumo de energia (15W em funcionamento e 4,3W ocioso). Apesar de não ser muito pesado (3,9kg), exige um espaço considerável da mesa (285mm de comprimento x 453mm de largura x 105mm de profundidade).

O computador também precisa atender alguns requisitos, como ser compatível com IBM e equipado com processador Pentium II ou superior; ter unidade de CDROM e porta USB; dispor de, no mínimo, 128MB dememória RAM e 800MB de espaço livre em disco; placa VGA e ter Windows XP, 2000 Professional ou Vista. O equipamento não é compatível com os sistemas operacionais Mac OS e Linux.O Book Reader V100 tem preço sugerido de R$ 2.499.

Luz e bits

CCD é a sigla para Charge Coupled Device, nome do sensor comum nos modelos de escâner doméstico, em aparelhos de fax e câmeras digitais. Nele, a luz refletida é transformada em sinais elétricos que, depois, são convertidos em bits por meio do circuito conversor analógico-digital.

Fonte: http://www.macrosolution.com.br/produtos/pdf_materias/CORREIO_BRAZILIENSE_09.08.2011.pdf